sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O novo julgamento no caso Daniel Duque

Por Ronaldo Pacca (Blog do O Globo Traduzindo O Juridiquês) (link no título)

O policial militar que atirou e matou o jovem Daniel Duque foi novamente absolvido pelo Júri. Repito abaixo meu post de 08/10/2008.
O Ministério Público pediu ontem a absolvição do policial militar que atirou e matou o jovem Daniel Duque, em frente a uma boate em Ipanema alguns meses atrás. O policial acabou absolvido pelo Júri popular, por unanimidade.
Não vou discutir os detalhes do caso concreto, pois não tive acesso aos autos e desconheço o teor do depoimento das testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação. É perfeitamente possível, contudo, que o julgamento tenha sido justo.
Segundo reportagem da FOLHA, o promotor Marcelo Monteiro, autor da denúncia, alegou estar convencido da legítima defesa. "Ninguém tem de se submeter a um espancamento, e quem estava atacando infelizmente era o grupo da vítima", disse. O promotor salientou ter mudado a idéia ao ouvir o depoimento de Fabiana Vasconcelos, Aloísio Viana e Gustavo Neves. Os três estavam com Duque na ocasião e prestaram depoimento à Justiça durante a tarde. "Eles não conseguem contar a mesma história. Estão todos mentindo. Eu fui afundando na cadeira a cada amigo do Daniel que vinha. O mínimo que se pode fazer aqui de Justiça é dar ao réu o benefício da dúvida".
É o velho princípio da presunção da inocência. Em juridiquês, in dubio pro reo, o que significa, em português claro, que na dúvida a decisão deve ser sempre favorável ao réu.
Com o pedido de absolvição feito pelo próprio promotor, a mãe do estudante, Daniela Duque, interrompeu o julgamento aos gritos e foi retirada do auditório pelo juiz que presidia a sessão. Daniela gritou que "Isso só está acontecendo porque ele [o policial] era segurança de uma promotora".
Esse é um aspecto que realmente incomoda boa parte da sociedade. Conforme observou meu amigo Jorge Antonio Barros, no blog Repórter de Crime, as pessoas acabam desconfiadas pela atitude do Ministério Público, que inicialmente acusou o policial militar e posteriormente pediu sua absolvição.
 
O promotor agiu de acordo com a lei e com a sua consciência e isso deve ser respeitado. Aliás, seria perfeitamente cabível a condenação do réu mesmo diante do pedido de absolvição formulado pelo Ministério Público, pois o Tribunal do Júri é soberano. E, se o Júri o tivesse condenado, poderia o promotor até mesmo recorrer em seu favor, o que certamente deixaria escandalizada uma boa parte da sociedade, mas estaria de acordo com as atribuições e a independência do órgão. Se a família de Daniel Duque entende que a decisão não foi justa, é claro que deve recorrer, de acordo com as provas produzidas nos autos.
 
Entretanto, o promotor tem o dever constitucional de defender a ordem jurídica e os interesses sociais e individuais indisponíveis, dentre os quais insere-se a liberdade. Dessa forma, ele não pode prosseguir na acusação, se já não acredita na culpa do acusado. O promotor não é um "acusador automático", que deve levar a acusação inicial adiante mesmo quando sua convicção lhe diz o contrário. Sustentar esse tipo de postura significaria incentivar um provável aumento do número dos erros judiciários.
 
Muitos também não se conformam pelo fato do policial estar numa boate com o dia amanhecendo, prestando segurança ao filho de uma promotora, e o fato de ter atirado contra o peito do jovem. Eu mesmo critiquei alguns aspectos ligados ao fato em post específico. Vejam aqui.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Questão da Pena de Morte

Texto apócrifo que encontrei nas indas e vindas da net.
"Quantas mortes ainda serão necessárias para que se saiba que já se matou demais?"
Bob Dylan

O simplismo de considerar a defesa dos direitos humanos a defesa de direitos de criminosos tem de ser desmascarado. Aqueles que defendemos o direito à vida de todos, de todos sem exceção, não podemos ser confundidos com criminosos ou defensores de suas posturas. O que almejamos mesmo é o fim da barbárie e do ódio.

O Estado brasileiro falha diante de seus cidadãos, do berço à sepultura. Más condições de educação e saúde, de moradia, de sobrevida material mesmo, acabam por reduzir o ser humano à situação desesperadora de louco desviante em muitos casos. Há muita gente desesperada por providenciar sua sobrevivência e a dos seus, ainda que para isso tenha de romper com as normas sociais vigentes. Se o Estado brasileiro é o maior responsável pela elevação no índice de criminalidade, particularmente tendo em vista a brutal e dificilmente equiparável, em escala planetária, concentração de renda, o Estado brasileiro carece de condições morais para dizer "quem tem o direito à vida (assegurado na Constituição, por sinal) e quem, por seus crimes, deve ser apenado com a perda deste direito humano básico", até porque o juízo humano é falho, a pena-de-morte é uma punição evidentemente irreversível e o "exemplo" deve vir sempre de cima, jamais dos desesperados. Montar uma fábrica de desesperados e, para "solucionar", montar uma máquina de extermínio de desesperados não me parece racional. É coisa parecida à "Solução Final" dos nazistas...

Como o neocolonialismo nos colocou sob a órbita de influência dos EUA, muitos apreciam citar aquela Nação como exemplo a ser seguido. Talvez a proposta seja válida para alguns casos, mas especificamente na esfera dos direitos humanos há muito pouco a aprender com os ianques. Os EUA são a única Nação do primeiro mundo em que este crime medieval é praticado, quando o Estado mata, com o beneplácito do aparelho judiciário. Mas a justiça norte-americana tem se equivocado em diversos casos de apenamento com a morte. Alguém poderia contraargumentar que o aparelho judiciário brasileiro seria superior e não cometeria falhas. Será? Somos todos humanos, sujeitos a falhas, portanto.

Segundo a Seção Brasileira da Anistia Internacional, as argumentações contra a pena de morte podem seguir a seguinte direção:


1 - Economia: como se a vida humana pudesse ter um preço, os defensores do assassinato estatal institucionalizado, quando o Estado mata ao invés de promover a vida, "informam" que matar um suposto autor de "crime hediondo" é mais barato que mantê-lo, por exemplo, aprisionado por toda a vida. Falso. As custas de processos, cárcere protegido especial (para evitar linchamentos), apelações, vigias, sacerdotes, maquinário e carrascos custam três vezes mais que um aprisionamento perpétuo do cidadão a ser assassinado, por exemplo.

Embora esteja bem claro que a prisão perpétua seja medida mais econômica que a condenação capital, temos de pensar em algo mais humano ainda: a implantação de colônias penais agrícolas, onde o detento poderia custear seu próprio sustento, sem onerar os cofres públicos, os contribuintes e, além do mais, trazer o ressarcimento econômico aos seus erros para com a sociedade. Estaria, e isso é o mais importante, vivo para que eventuais erros judiciários fossem reparados. Grupos de extermínio, claro, não sujeitos a todas estas formalidades, não são onerosos, nem eficientes, nem eticamente dignos de consideração numa análise séria como esta pretende ser.

2 - Intimidação: Há quem creia que, num Estado onde exista a pena capital, o assassinato institucionalizado, o eventual criminoso tenda a "pensar duas vezes" antes de cometer delito hediondo. Antes de mais nada, os fatos apontam na direção contrária: onde a pena de morte é praticada os índices de criminalidade são os mais elevados. Especula-se que o eventual criminoso tenda a eliminar potenciais testemunhas de um delito praticado em momento não refletido de sua vida. Isso, claro, quando o sujeito pára para pensar na besteira que estaria fazendo, o que é raro acontecer. Crimes hediondos, em geral, são praticados por pessoas em estado de total descontrole, provisório ou permanente, de suas faculdades mentais.

Vale a pena ressaltar que na França houve uma significativa diminuição nos índices de criminalidade com a abolição da guilhotina enquanto que no Irã aqueles índices sofreram significativo aumento com a reimplantação da pena de morte após a revolução islâmica. Especulasse neste caso que as pessoas que vivem numa Nação violenta, competente para matar ou deixar viver, tendem a seguir-lhe o exemplo.

3 - Vingança: O mais sórdido e menos ético dos argumentos utilizados pelos defensores do assassinato institucionalizado. Descendo ao nível moral daqueles que qualificam como criminosos, os pregadores da vingança insistem na "Lei de Talião", só possível a não-cristãos, claro, mas que precisa ser considerada também. Ao invés de ansiar e trabalhar pela elevação dos padrões intelectuais e morais das pessoas, aqueles que defendem a implantação da pena de morte pregam um retrocesso do Estado ao nível de barbárie em que se encontram alguns criminosos produzidos, repita-se, por uma ordem social injusta em última análise, desigual e cruel em sua essência. Vale lembrar aqui as palavras do Mahatma Gandhi: "Um olho por um olho acabará por deixar toda a humanidade cega!" É vital deter a propagação do Mal, não expandi-la!

4 - Desumanidade: "O que é que merece alguém que comete um crime hediondo (assalto, estupro ou seqüestro com morte)?" ou "O que é que você faria se algum ente querido seu fosse sordidamente seviciado e assassinado?" Ora bolas, não cabe a ninguém dizer quem é humano e quem, pelos seus crimes, deixou de o ser e com isso perdeu seus direitos! Os nazistas, a quem a história julgou e execrou, agiam assim: primeiro tiravam o status de humano de criminosos comuns, depois de criminosos políticos, depois de pessoas consideradas racialmente inferiores e os iam exterminando a todos. Quanto ao que um homem transtornado por desejos pessoais de vingança faria é um assunto. Outro assunto é o que o Estado lúcido e ponderado, na figura de seus magistrados deve fazer.

5 - Banalidade do Mal: O defensor da pena capital, em geral, não se dá conta de seu grau de comprometimento com a medida que propõe, pensa que, por caber a outros a execução do que propõe já nada mais tem a ver com isso. De novo o modelo nazista: o Führer não se sentia pessoalmente responsável pelo que acontecia fora de seu gabinete acarpetado onde as penas capitais eram decretadas, nem seus oficiais por meramente retransmitir ordens dadas, menos ainda os subalternos por cumprir aquelas ordens, todos burocraticamente distantes uns dos outros. Aqueles que defendem o assassinato institucionalizado no Brasil contemporâneo não querem comprometer-se, mas é preciso demonstrar, por mais chocante que isto possa parecer que cada vez que alguém comete o simples ato de erguer a mão para votar a favor da implantação desta excrescência em nossa legislação está sendo cúmplice em potencial de um assassinato a ser cometido pelo Estado.

A título ainda de reflexão, algumas citações interessantes em torno desta temática:

"Vim ao mundo para que tenham Vida e Vida em abundância!"
Jesus Cristo

"Nunca pode haver uma justificativa para a tortura, ou para tratamentos ou penas cruéis, desumanas e degradantes. Se pendurar uma mulher pelos braços até que sofra dores atrozes é uma tortura, como considerar o ato de pendurar uma pessoa pelo pescoço até que morra?"
Rodolfo Konder

"O que é a pena capital senão o mais premeditado dos assassinatos, ao qual não pode comparar-se nenhum ato criminoso, por mais calculado que seja? Pois, para que houvesse uma equivalência, a pena de morte teria de castigar um delinqüente que tivesse avisado sua vítima da data na qual lhe infligiria uma morte horrível, e que a partir desse momento a mantivesse sob sua guarda durante meses. Tal monstro não é encontrável na vida real."
Albert Camus

"Quando vi a cabeça separar-se do tronco do condenado, caindo com sinistro ruído no cesto, compreendi, e não apenas com a razão, mas com todo o meu ser, que nenhuma teoria pode justificar tal ato."
Leon Tolstói

"Pedirei a abolição da pena de morte enquanto não me provarem a infalibilidade dos juízos humanos."
Marquês de Lafayette

"A pena de morte é um símbolo de terror e, nesta medida, uma confissão da debilidade do Estado."
Mahatma Gandhi

"Mesmo sendo uma pessoa cujo marido e sogra foram assassinados, sou firme e decididamente contra a pena de morte... Um mal não se repara com outro mal, cometido em represália. A justiça em nada progride tirando a vida de um ser humano. O assassinato legalizado não contribui para o reforço dos valores morais."
Coretta Scott King, viúva de Martin Luther King.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Americano cria decoração natalina com Guitar Hero

Eu não aguentei, tinha que vir aqui postar essa notícia que vi. Assistam ao vídeo. Vale a pena.

Americano cria decoração natalina com Guitar Hero

Por Fernando Moreira (Page Not Found - O Globo)
Guitar Hero natalino
Nesta época de Natal fachadas de casas e prédios costumam exibir luzes piscantes. Mas a extravagância de um americano produziu um espetáculo nunca antes visto. Ric Turner, ex-especialista em efeitos especiais da Disney, resolveu usar a parede externa da sua casa para criar um Guitar Hero gigante de Natal. E não é apenas decoração! As pessoas podem jogar um dos games mais populares do planeta tendo a parede como tela.
Guitar Hero natalino
Para fazer o Guitar Hero natalino, Ric usou um total de 21.268 lâmpadas comuns e LEDs, ligadas a um console Wii. E o americano comemora mais uma façanha:


"Mesmo os especialistas em Guitar Hero estão tendo dificuldade com as luzes, e ninguém até agora conseguiu brincar sem cometer erros."


Assista ao vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=bXjbMIZzAgs


Faltou dizer, a música é Cliffs of Dover, de Eric Johnson (não é o brasileiro não, viu?)

Futuros médicos de São Paulo são reprovados em teste do CRM

Para avaliar a formação dos médicos, o Conselho Regional faz um exame. Os resultados são assustadores.




Uma dor, uma doença, um susto na família - são parte do dia a dia. Nada mais natural do que procurar um médico. Todo mundo precisa. As autoridades até estimulam a ida ao especialista. O médico representa segurança, eficácia ou pelo menos deveria.



Há faculdades demais, sem qualificação para colocar no mercado profissionais que vão lidar com a vida humana. Para avaliar a formação dos médicos, todo ano o Conselho rRgional faz um exame. A participação é voluntária. Os resultados, todos os anos, são assustadores.



Não é o que está acontecendo no Brasil. Quando se verifica de perto, os médicos formados estão mal preparados para fazer um diagnóstico.


Uma criança chega a um pronto-socorro com sintomas que podem ser de meningite. Que exame o médico deve fazer para ter certeza? 64% dos alunos que fizeram a prova do Conselho Regional de Medicina de São Paulo não souberam responder a esta pergunta.


O teste é aplicado desde 2005 e não é obrigatório. Desta vez, apenas 24% dos estudantes que se formam este ano no estado se apresentaram voluntariamente para a avaliação. O resultado foi ruim. Nos últimos três anos, mais da metade dos futuros médicos foi reprovada.


O Conselho Regional de Medicina considera o teste fácil e diz que o resultado pode ser pior ainda do que parece. Como o exame é voluntário, os coordenadores acreditam que apenas os candidatos que se consideravam mais bem preparados apareceram para fazer a prova.


“O indivíduo só pode adquirir o direito de exercer a prática médica se ele for aprovado em um exame feito por um organismo fora da sua faculdade de medicina", propõe o conselheiro do CRM Bráulio Luna Filho.


O residente de pediatria Marcelo Cascatera, que foi aprovado no exame, acha que estudantes podem ser prejudicados se a proposta virar lei: "Eu acho uma injustiça permitir que uma pessoa estude durante seis anos para só depois da sua formação perceber que a sua faculdade não formou direito."


A Associação Médica Brasileira propõe um exame - obrigatório - e aplicado pelo menos três vezes ao longo do curso. Defende uma avaliação mais rigorosa das escolas de medicina.


“Sabemos que a situação é de risco e não há nada que nos leve a pensar que no ano que vem os resultados serão diferentes. Eles passarão a ser diferentes no momento em que nos tivermos uma legislação mais severa para qualificar as faculdades de medicina”, aponta o presidente da Associação Médica Brasileira José Luiz Gomes do Amaral.


Hoje, em São Paulo, há 25 escolas de medicina que foram cerca de 2,6 mil alunos por ano: 25% deles participaram voluntariamente do exame. O índice de reprovação foi de 56%.





Fonte: Jornal Floripa e globo.com

NO CHAT COM RAFINHA BASTOS

Bom, apenas uma atualização rápida. Estive no chat, faz pouco tempo, e ele respondeu algumas perguntas ao vivo.


Indagado, por mim, sobre a relação entre humor e política, ele comentou ser muito difícil fazer humor com política, já que política já revela fatos engraçados. Disse ele que fazer paródia em cima de marisa monte é fácil, mas que, em cima de mamonas é difícil, porque a música já é engraçada por si.


Rafinha Bastos respondeu ainda questões sobre o caso Leila Lopes, quando defendeu a liberdade de expressão e criticou jornalistas que procuram polêmica com o que dizem os famosos. Falou, que repetiria novamente e que é autêntico. Para quem não sabe, alguns dias atrás a mídia marrom, ou mídia da fofoca, publicou manchete em face dos dizeres dele sobre o suicídio da atriz Leila Lopes. Dizia ele que "A vida é maravilhosa. Suicida tem que se f****". (ou algo próximo).


Indagado sobre os rumores de um 9ª integrante, ele disse ser uma piada.


Ele falou, ainda, sobre Stand Up Comedy no Brasil e no mundo.


A respeito dos prêmios que o CQC, programa do qual faz parte, recebe, respondeu que não liga. Que sinonimo de sucesso é estarem, às altas horas que eram (por volta de 2-3 da manhã), no chat com ele.


Durante a entrevista, ele brincou com uma reprodução fotográfica de Silvia Popovich, sua colega de emissora, e trouxe seus dois "dogs" para mostrar à câmera.


Durante a entrevista, ele resolveu brincar com a mulher. Segundo ele, ela fez um twitter para espioná-lo. Então pediu para que os que participavam do chat seguí-la. O twitter dela é @juzeiropereira.


O chat ocorreu no site http://pt-br.justin.tv/rafinhabastoschat#chat=jtv e foi divulgado via twitter pelo próprio Rafa.


É isso. Boa noite a todos. Até a próxima! E muito obrigado Rafinha pelo carinho com o público.


Nicolás Sales Lopez Baldomá

Notícias pelo Mundo

Pra não perder o gas, vamos mais um dia com post por aqui. Ainda sem ter idéia do que fazer, fui dar uma olhada nas notícias do dia. São muitas, e importantes. Separei algumas delas para comentar. Aqui vão elas:




Confesso que essa notícia não me choca mais. Na verdade, me surpreenderia caso Chavez não tentasse desafiar Obama. Hoje a Venezuela recebeu o aval do Brasil para sua entrada no Mercosul. Sim, é isso mesmo. O sacripanta do Chavez conseguiu que seus aliados brasileiros, Lula e seus luletes, votassem a favor.


Não faltaram críticas da oposição. Demóstenes Torres (DEM-GO), @demostenes_go, fez duras críticas a pensamento da esquerda sobre Obama. Marconi Perillo (PSDB - GO), @marconiperillo, foi outro que cvriticou Chavez e a posição do brasil em aceitar o ingresso da Venezuela no Mercosul.


Para os que estão desatualizados, a Venezuela passa por fortes crises econômicas e sociais. Os apagões são diários e frequentemente estudantes e revoltosos são mortos ou feridos em confrontos com governistas e com a polícia. A situação está pegando fogo.


Embora esteja entrando agua no navio, apoiado sobretudo na reeleição de Evo Morales e na força brasileira que Lula lhe empresta, Chavez permanece em sua ânsia de poder, deixando seu povo na miséria. A fonte de petrodolares secou com a crise e a diminuição do valor do barril, o lastro econômico do país virou fumaça (mesmo com a pressão para se reduzir a emissão de CO2 no planeta) e Chavez agora se mantém a força. Se continuar da maneira que está, logo Chavez precisará falsificar dolares, como fazem alguns países, para sobreviver.




Uma nova resolução, aprovada hoje pelo Conselho Nacional de Justiça é um passo a frente no que tange à transparência. A transparência existente nos TRF's se estenderá aos TJ's dos estados. Será que o TJ Bahiano vai conseguir?




Ainda na área da transparência e da prestação de contas, após gafe de Dilma e descasamento entre sua opinião e a do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, o Brasil admitiu prestar contas das ações que visem diminuir a ação com CO2, desde que não financiadas com capital exclusivamente nacional. O importante passo não deve ser dado sozinho. Os demais paises que compõem o BASIC (Africa do Sul, India e China) também devem seguir o exemplo brasileiro. A decisão deve facilitar a comunicação entre os países emergentes e os países ricos, numa solução rápida para a questão do aquecimento global.


Mudando um pouco de assunto, mas nem tanto, ao cometer a gafe, a futura presidente do país não estaria se referindo ao (ministério do) Meio ambiente? Acho que Minc vai perder o emprego em janeiro de 2011.


Infelizmente meu tempo é curto e as notícias são infinitas. É o velho dilema da economia, necessidades ilimitadas e recursos limitados. Fazer o que?


Até a próxima. Divulguem.


Nicolas Sales Lopez Baldoma

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Neste Oceano, entra e sai ano, tem tudo aqui


Época de provas, estou sem muito tempo para escrever, então vai um texto que foi publicado no meu outro Blog, e que chegou a aparecer em alguns perfis pelo orkut.


"A vida é como a navegação.

A turbulência sempre vai existir. Mas o vento não pode nos derrubar. Quando as nuvens fecharem sobre a sua cabeça, procure a costa, recolha as velas, jogue as âncoras. Mande também sinais de SOS. Muitos outros barcos virão lhe ajudar, e mesmo que seu barco afunde, você estará vivo e pronto pra recomeçar tudo de novo. Conhecer novas costas, procurar um por-do-sol mais bonito.
Lembre-se sempre que as nuvens sempre vão passar. O sol sempre abre novamente, mesmo que em seguida o tempo se feche novamente.

Se o tempo estiver muito fechado, por muito tempo, o sol demorar a abrir, ou quando abre, dura quase nada, talvez seja hora de mudar de porto. Conhecer novos horizontes, novos portos.

Nos portos onde você parar, busque conhecer o lugar, a cultura. Divirta-se com as festas, com os outros marinheiros que também estão lá, com a população local. Troque experiências, cante e dance ao som de uma musica animada. Namorique. Busque alguem e faça dessa pessoa a mais feliz do mundo enquanto estiverem juntos.

Vá atrás de seus sonhos. Decola. Não fique na mesma rota de navegação dos outros, faça diferente. Você nunca vai ser feliz se seguir o modelo de felicidade de outros.

Se você se perder, estiver sozinho no meio do oceano e sem vento, não se desespere. Mas tenha sempre suprimento guardado pra essas ocasiões.

No meio do caminho você pode encontrar também piratas. Esses são perigosos. As vezes até disfarçados de amigo, as vezes declaradamente piratas. Por isso muitas vezes é bom sempre andar em grandes grupos. Se alguem lhe roubar, destruir seu navio, logo alguem chegará pra lhe socorrer.

Viva sempre intensamente cada momento, tempestade ou céu estrelado. Sozinho ou acompanhado.

Quando você estiver bem velhinho e não puder mais navegar, você terá muito o que contar. Terá visto varias vezes as estrelas no céu. Com certeza terá passado por muitas tempestades, alguns furacões talvez.

Olha seu passado. Deixa passar o filme de sua vida frente. Tire suas conclusões. Você foi feliz? Quantas vezes chorou de alegria? Quantos amores de verdade lhe fizeram a pessoa mais feliz do mundo? Mesmo que não tenham durado para sempre. Muitas vezes as rotas são diferentes. Os destinos também. 

Olha pra trás. Lembra de quantos barcos navegaram ao seu lado. Quantas vezes seu navio fora destruido, sofreu avarias, no entanto você está firme e forte. Passou por todas as tempestades.

Durante o filme, veja como foi a atuação do protagonista, ou seja, você. Das suas conclusões você saberá se foi feliz ou não. Ninguém mais pode dizer isso por você."


Nicolas Sales Lopez Baldoma

Começando... Redemption Song

Apenas para começar isso aqui, Bob Marley - Redemption Song.




"Old pirates, yes, they rob I,
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottom less pit
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty
We forward in this generation
Triumphantly

Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs,
Redemption songs!

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look
Huh, some say it's just a part of it:
We've got to ful fill the Book

Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs,
Redemption songs,
Redemption songs!

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our mind
Oh, have no fear for atomic energy,
'Cause none of them-a can-a stop-a-the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to ful fill the Book

Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever had:
Redemption songs,
All I ever had:
Redemption songs!
These songs of freedom,
Songs of freedom!"


Nicolas Sales Lopez Baldoma